domingo, 22 de janeiro de 2017

Subseção II Ensino Médio e Acadêmico.



Subseção II
Ensino Médio e Acadêmico.

O exemplo do ensino acadêmico crê que é possível adotar-se o método da aula expositiva e interativa e interpretativa, evidenciando a utilização da informática através dos softwares de simulação, para propiciar aos alunos aprendizado exercitado em ambientes similares ao real, permitindo que, pelo uso de técnicas do aprender-fazendo, se consolide efetivamente o ensino, além de contribuir para o estabelecimento de um perfil profissional mais sintonizado com as necessidades do mercado. O uso do método em voga vem mostrar aos participantes que, através de uma técnica como essa, tem condições de formular um processo e planejar efetivamente dentro de um ambiente simulado. O resultado final não é tão importante quanto o ensino da técnica de planejamento e de tomada de decisões, mostrando que as pessoas tomam decisões e recebem como feedback informações que, freqüentemente, não são compatíveis com as decisões esperadas ou com os resultados almejados. Então os participantes devem reavaliar todas as decisões e tentar saber o que aconteceu. Esse processo de avaliação contínua propicia um nível de aprendizagem muito superior aos métodos conhecidos como "tradicionais" de ensino e treinamento.

Aula expositiva: sua natureza.

A aula expositiva é sem dúvida uma das formas mais comuns de instrução utilizadas na educação brasileira, tanto para o ensino de 1o e 2o grau (crianças) como no ensino da academia. O que constitui a aula expositiva, entretanto, não é tão claro quanto parece ser; além disso, muitos professores não param para considerar as vantagens e desvantagens do método de exposição antes de adotá-lo ou rejeitá-lo. E quando eles efetivamente escolhem utilizá-lo, certamente mais pessoas falham ao considerar como podem melhorá-lo. Nesse momento, na disciplina de METODOLOGIA DO ENSINO DE BIOLOGIA I do Curso de Biologia da Faculdade Integrada da Grande Fortaleza, temos a proposta para discutir: “vantagens e desvantagens da aula expositiva“. Vejo com muito entusiasmo a proposta que visa no meu entender ajudar a aumentar a eficácia de instrução dos educadores fornecendo detalhes sobre pontos fracos e fortes da abordagem expositiva e como ela pode ser mais valiosa para os que devem aprender por seu intermédio. Nós que já assistimos aulas expositivas, temos uma idéia aproximada sobre o que constitui uma exposição - alguém fica atrás de um pódio e lê algumas anotações. Na verdade, são claro, muitas aulas vão muito, além disto. Mas foi assim que elas começaram. Nas universidades medievais, por exemplo, professores e alunos não tinham livros, os professores liam suas anotações já preparadas a fim de difundir as informações o mais amplamente possível. Mesmo como advento da imprensa escrita, os livros ainda eram artigos raros e até algumas décadas atrás a aula expositiva era, talvez, a única maneira eficaz para ensinar um grande número de pessoas. Neste trabalho, eu usarei a palavra exposição no sentido de ensinar pela palavra falada: o professor fala e os alunos ouvem e (espera-se) aprendem. O principal meio de ensino é a comunicação de mão única. Por extensão, exposições podem incluir a utilização de muitos meios, como transparências, slides e fitas de vídeo; mas a comunicação ainda é, primariamente, de mão única. Discutiremos o método expositivo sem considerar a possibilidade de discussão e outras modalidades de comunicação em dois sentidos. Não podemos perder de vista as vantagens adicionais do método de discussão. Estimativas recentes sugerem que a exposição oral é o modo dominante de instrução nas salas de aula de faculdades e escolas de ensino médio, empregadas em talvez 75% das aulas. No contexto do ensino de biologia a aula expositiva é provavelmente menos difundida, mas aquele percentual não é inferior a 50%. Assim, há, portanto uma boa razão para compreendermos as vantagens e desvantagens da aula expositiva.

1.1- As vantagens da aula expositiva.

Métodos Expositivos e suas vantagens.

Ficamos inicialmente propensos a questionar: por que o método expositivo é tão popular?  Acredito que existem algumas razões relevantes e normalmente aceitas para seu uso abrangente em educação. Razão 1: exposições podem comunicar o interesse intrínseco da disciplina. O (a) expositor (a) pode claramente comunicar seu entusiasmo, que por sua vez, deve logicamente aumentar o interesse da audiência em aprender. Aulas expositivas também podem compreender materiais ou assuntos não disponíveis por outros meios. Muitas vezes, por exemplo, professores de biologia desenvolvem apresentações com uma variedade de recursos. Ao invés de exigir que os participantes comprem e leia material de diversas fontes, o expositor pode apresentar o conteúdo de uma forma econômica, direta e integrada. Também é possível apresentar novos conteúdos que ainda não apareceram em livros ou artigos. Um expositor competente pode utilizar várias centenas de páginas de informações, resumi-las e apresentar todas as idéias principais em questão de algumas poucas horas. Certos professores também podem atingir muitos alunos de uma só vez. Em muitas salas, por exemplo, cabem centenas de estudantes. Sofisticado equipamento audiovisual torna possível para um palestrante ensinar a todos eles de uma vez. Mesmo no ensino de biologia é comum o professor ter classes de mais de 40 alunos e a aula expositiva, não obstante, pode ser uma maneira eficiente de atingir muitos ouvintes de uma vez. Os docentes podem servir como efetiva base modelada para seu público estudantil. Por exemplo, um educador em biologia que utiliza apresentações refinadas com audiovisual, roteiros ou resumo para os alunos, exemplos reais e uma exposição num ritmo bem equilibrado pode estar transmitindo não somente as informações da apresentação em si, mas também idéias sobre o que funciona e o que não funciona em exposições orais. O método de exposição coloca claramente o controle da situação nas mãos do professor, docente. Assim, ele (a) poderá determinar o conteúdo a ser abrangida, a seqüência na qual isso será feito, quanto tempo será dedicado a cada tópico e assim por diante. Esse controle pode ser particularmente importante quando é imperativo que certos pontos críticos sejam cobertos. Por exemplo, estudantes que serão submetidos a exames de certificação, obviamente devem receber todas as informações que serão tratadas no exame. Aulas expositivas apresentam uma ameaça mínima para o aprendiz. Em aulas de discussão, por exemplo, as pessoas freqüentemente se sentem intimidadas pela possibilidade de que possam ser solicitadas a falar. Quando percebem que tudo o que tem a fazer é ouvir, podem relaxar e prestar mais atenção no que está sendo dito. Embora possa não ser possível determinar o estilo de aprendizado previamente, muito dos atuais professores que já foram discentes cresceram durante o advento da era da televisão. Assim, eles estão acostumados a assistir e ouvir de forma passiva e inativa.

1.2- As desvantagens da aula expositiva.

Métodos Expositivos e suas desvantagens.

Na visão dialética da revolução dos costumes, e atento sob outro prisma, o método expositivo apresenta várias limitações. Talvez a sua deficiência mais significativa seja a falta de feedback que geralmente acompanha as aulas expositivas. Embora um experiente professor de biologia possa perceber alguma compreensão através de expressões faciais e da linguagem do corpo, o feedback é, todavia, vago. Um segundo ponto fraco do método expositivo é a passividade dos ouvintes. Para a maioria das pessoas, aprender é facilitado através da execução de algum tipo de atividade. Além do mais, eles tendem a esquecer rapidamente as informações recebidas em exposições orais. Assim, a audição passiva é um veículo de aprendizado menos eficiente. A duração das aulas expositivas e a extensão do interesse dos ouvintes são inversamente proporcionais. Exposições, em geral, duram de 45 minutos uma hora, e ocasionalmente, demoram mais ainda. Pesquisas mostram que a média da duração do interesse, para a maioria das pessoas, é somente em torno de 15 a 25 minutos. Conseqüentemente, é necessário incluir variações em uma aula expositiva, a fim de manter a atenção. Aulas expositivas também falham ao não considerar as diferenças individuais de habilidade e experiência. O professor tem que delimitar a apresentação no que pode ser considerado um nível médio de dificuldades para aquela audiência em particular. Conseqüentemente, existirão alguns na sala de aula para os quais a apresentação provavelmente seja muito simples e alguns para os quais deverá estar sendo muito complexa.  Aulas expositivas são inadequadas para certas formas elevadas de aprendizado. Por exemplo, exposições podem efetivamente ensinar fatos, definições e conceitos. Entretanto, elas não podem ensinar análises, diagnósticos ou desenvolvimento de habilidades motoras. Aulas expositivas também são menos eficazes no ensino das habilidades de raciocínio e de escrita. Finalmente, as exposições eficazes, pelo menos em parte dependentes da habilidade e prática de em falar em público do professor. Se ele (a) é um orador limitado, tem problemas em organizar o material, ou não demonstra entusiasmo com o assunto, às chances são de que um pequeno aprendizado ocorra.

1.3- Conclusões.

Como devemos melhorar as aulas expositivas. 
Considerando o amplo emprego e o valor potencial do método expositivo, é lícito afirmar que todas as pessoas envolvidas no ensino de biologia, em particular, devem interessar-se no aprimoramento de suas habilidades em aulas expositivas. Impõe – se a necessidade de Preparar e Organizar as aulas expositivas de forma a estabelecer um relativo percentual de positividade na resultância do processo ensino aprendizagem. Um dos primeiros passos no preparo de uma aula expositiva é certificar-se que seu conteúdo é apropriado à audiência. Isto envolve a obtenção de informação sobre as pessoas que estarão assistindo e de suas expectativas em relação à aula. Preparar um sumário da exposição também é aconselhável. Isso pode ajudara focar a palestra mais especificamente no tópico de maior domínio pelo professor, apontar áreas onde é necessário mais informação e assim por diante. A questão de se iniciar a exposição sobre princípios gerais seguidos de ilustrações e aplicações, ou começar com casos concretos e mais tarde se estender para generalizações, pode não ser respondida. Pesquisas sobre estilos de aprendizado sugerem que, ambas as abordagens funcionam para alguns estudantes. Tenho desenvolvido na minha formação de especialização em psicopedagogia, o discurso da “Manutenção do Entusiasmo”. Eu concordo com a conveniência de começar com uma questão que capture a atenção dos ouvintes. O passo seguinte é organizar o conteúdo em tópicos principais e secundários. Os pontos principais, naturalmente, constituem os temas importantes ao redor dos quais a exposição será desenvolvida. Os pontos secundários podem ser abordados se o tempo permitir.  Outra seqüência é selecionar exemplos, o docente deve dispor de um mínimo de tempo pesquisando exemplos adequados. Por exemplo, na docência de biologia devemos desenvolver uma exposição que associe o uso da biologia e sua compreensão no dia-a-dia. Recomendável ainda apresentar mais de uma perspectiva. A aula expositiva deve ser desenvolvida para apresentar uma visão balanceada do assunto. Por exemplo, se um professor está discutindo como “defender o meio ambiente”, deve comparar as razões de ter esse meio ambiente defendido na sua área de vida, pois desse procedimento de defesa estará também protegendo a vida e de seus pares. Paralelamente, entretanto, o docente também deve preparar advertências apropriadas sobre situações em que essas técnicas podem não funcionar.

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