Subseção II
O Ensino da Biologia na formação
do educando.
Biologia, na perspectiva da
aprendizagem significativa?
David Ausubel
e colaboradores (1980) defendem a idéia de que
toda aprendizagem deve ser significativa, isto é, que o estudante relacione a
nova informação a ser aprendida com o que já sabe, dando-lhe um lugar dentro de
um todo mais amplo. Só assim, o estudante seria capaz de aplicar o que foi
aprendido em determinada situação a uma variedade de situações semelhantes.
Segundo esses autores, quanto mais significativo for o conteúdo aprendido, mais
rápido será o processo de aprendizagem e quanto mais significativa for a
aprendizagem, mais duradoura será a retenção na memória. Só será de fato
aprendido aquilo que fizer sentido para o estudante, caso contrário ele irá
reproduzir as informações nas avaliações e em seguida descartá-las.
Contrastando com a aprendizagem significativa, Ausubel define aprendizagem
mecânica como sendo a aprendizagem de novas informações com pouca ou nenhuma
interação com conceitos relevantes existentes na estrutura cognitiva. Nesse
caso, a nova informação é armazenada de maneira arbitrária. Não há interação
entre a nova informação e aquela já armazenada. O conhecimento assim adquirido
fica arbitrariamente distribuído na estrutura cognitiva, sem ligar-se a
conceitos facilitadores específicos. Outra condição é que o aprendiz manifeste
uma disposição para relacionar de maneira substantiva e não arbitrária o novo
conceito, potencialmente significativo, à sua estrutura cognitiva. De maneira
recíproca, independentemente de quão disposto para aprender estiver o
indivíduo, nem o processo ou o produto da aprendizagem serão significativos se
o material não for potencialmente significativo (Primon, 2005). Banet e Ayuso
(2000) afirmam que as estratégias de ensino tradicionais têm pouco efeito na
aquisição conceitual dos estudantes. Vários estudos sugerem que se modifiquem
as práticas pedagógicas por meio de novas estratégias
de ensino.
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